sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Estudo em carvão (2015) e pastel branco da obra de Ivan Kramskoy

Em geral, faço estudos rápidos no carvão como exercício de captura do essencial sem me ater aos pormenores. Mas dessa vez decidi fazer diferente. Resolvi estudar pacientemente uma obra linear, decompondo-a em várias sessões. O que me instigou a fazê-lo foi a curiosidade em torno da grande dificuldade na pintura atual de poder separar meticulosidade do apego literal a detalhe. Discernir entre a colocação do específico essencial e a minúcia desnecessária. E a chave para responder a questão são as obras de pintor russo Ivan Kramskoy (1837-87), que tem precisão de encaixe, valor, cor, temperatura, função no nível mais alto. Sua asserção comporta qualidades contraditórias: encaixada, precisa, mas genérica e abstrata. Possui leveza, sutileza quase etérea, mas com arrojo da assertividade. Possui densidade embora com qualidades incorpóreas. Gostei muito da experiência por representar uma outra forma de contemplação, de diálogo de natureza não verbal, no qual é necessário atenção para entender o quê e como é dito sob a perspectiva estritamente visual.







Retrato de Alexander Lensky Pavlovich.

domingo, 20 de novembro de 2016

Sobre a manipulação da leitura...




Diferentemente da abordagem linear ou hiper-realista, no estilo pictórico, o acabamento não é sinônimo de detalhamento. Consiste na manipulação da leitura e na sugestão de detalhe por configuração, utilizando-se para isso dos pequenos toques (accents e brilhos). O fundamental é a manutenção do essencial, materializado por meio da ação concisa, regulada pelo princípio da simplicidade.

Recorte que demonstra a manutenção da abstração até o último toque.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

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